segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sobre ser são em lugares insanos

     E aí galera, tudo bem? Então, desculpa o atraso por postar o texto da semana de 13 a 19/04 só agora, mas aqui vai. Esse texto nos mostra um experimento feito por David Rosenham, com o intuito de testar a capacidade dos psiquiatras em diferenciar os sãos dos insanos.
     Nesse experimento, Rosenham chamou alguns amigos "sãos" para fazerem uma consulta com um psiquiatra cada um e relatarem que estão escutando uma voz, nada além disso, e diagnósticos diferentes foram dados. O resultado foi que para todos foi passado algum remédio ou tratamento específico e, assim, foram mandados para manicômios, inclusive o próprio Rosenham.

     Nos centros de tratamento, eles buscaram recusar sempre que possível os remédios receitados e, uma vez lá dentro, diziam que a voz já havia passado e estavam se sentindo muito melhor. Uma curiosidade foi que, desde o princípio, os outros pacientes já observaram que aqueles "pseudopacientes" não eram loucos, ou apresentavam qualquer anomalia, mas sim pessoas normais que estavam apenas fingindo.

     Ao final, David Rosenham constatou que os psiquiatras naquela época não davam diagnósticos corretos, já que muitas vezes se prendiam muito à teoria que lhes foi passada erroneamente e em várias situações generalizavam os casos. Isso na época, causou um grande desconforto para a sociedade psiquiatra, que condenou o experimento feito e não o aceitou como uma prova concreta. Entretanto eu o vejo como algo a ser considerado e que possui um fundamento, por isso acredito que a teoria passada para esses profissionais poderia sim ter passado por uma reformulação na época e que o trabalho de Rosenham merece destaque.


Referência: SLATER, Lauren- Sobre Ser São em Lugares Insanos – Experimentos com Diagnósticos Psiquiátricos. Mente e Cérebro, (p.82-115):Traduzido por Vera de Paula Assis.- Rio de Janeiro : Ediouro Publicações Ltda., 20




domingo, 12 de abril de 2015

HIPNOSE FORA DO PALCO E SUA RELAÇÃO COM A DOR

       A hipnose pode ser entendida por muitos como algo relacionado a shows de mágica e manipulações baratas e isso está certo? Não, está errado, a hipnose vai muito além disso. Ela pode ser utilizada até mesmo como um procedimento médico ou até para relembrar momentos já esquecidos.
                  
           No texto são discutidos os cinco estágios no processo da hipnose, que são o hipnoidal, quando altera-se a respiração apenas, que fica mais lenta, o segundo, o leve, e o terceiro, o médio, deixam a pessoa relaxada e ela começa a perder algumas sensações, o quarto é o profundo, quando a pessoa fica susceptível a perguntas e o quinto e último é o sonambúlico, quando a pessoa começa a ter algumas alucinações. Vale ressaltar que nem sempre é possível alcançar o último estágio, por isso é realizado um teste antes do procedimento para saber até onde será possível realizar o processo de hipnose.
            Outro ponto interessante é a importância da hipnose para tratamentos médicos, uma vez que pode até substituir a anestesia, diminuindo os custos, além da sua importância em fazer as pessoas recordarem momentos que são praticamente esquecidos por nós.
                No segundo texto é apresentada a relação da hipnose com a dor, através do caso de Suzana, que participou de uma pesquisa, na qual ela apresentou seus problemas e suas dores, que ao decorrer do tratamento mostraram-se tanto físicas, quanto psicológicas e, ao serem utilizadas as intervenções hipnóticas, foi observada uma melhora significativa para Suzana.
                Portanto, deveríamos sim dar mais importância à hipnose, porque ela pode ser a cura mais viável e que deixa menos sequelas possível e deve-se retirar essa imagem de ser apenas algo usado para divertir as pessoas, quando na verdade é algo que as ajuda de outras maneiras.

Referência: FRAGA, I. (2010) hipnose fora do palco, Ciência Hoje, 276, 20-27; NEUBERN, M. S. (2009) Hipnose e dor: proposta de metodologia clínica e qualitativa de estudo. PsicoUSF, 14, 201-209.
                 
           
          
          

 

domingo, 5 de abril de 2015

A Patologia do Tédio e o Novo Sentido do Tato


Um assunto muito discutido atualmente é o tédio e como ele pode atrapalhar no cotidiano de várias pessoas, que muitas vezes não sabem como minimizá-lo ou como ajudar outros que sofrem com esse problema. O texto A patologia do tédio traz um experimento que teve como finalidade encontrar a origem do tédio e suas consequências.

experimento consistiu em colocar jovens em uma cama durante 24 horas, apenas parando para alimentar e fazer as necessidades, sendo estimulados a fazerem absolutamente nada, o que os levou a monotonia e pouca ativação do cérebro, causando também algumas alucinações e sensações diversas como a fácil dispersão e até mesmo o medo. Portanto se não estimulamos nosso cérebro através de percepções do ambiente, o tédio é eminente e com ele vêm outras consequências que irão atrapalhar nosso bem-estar. Quem sabe aquela falta de atenção no que está fazendo, como ler um livro ou resolver um exercício, não está sendo provocada justamente pela monotonia e falta de estímulos ao cérebro?


O outro texto, O Novo Sentido do Tato, traz uma nova visão sobre um sentido que não sabemos explicar muito como funciona, o tato. No texto é levantada uma questão muito importante sobre esse sentido: a sua importância em evitar acidentes aéreos e até de trânsito mesmo, além da sua relevante função para deficientes auditivos e visuais.

No texto é provado que caso houvesse uma otimização do uso do tato, através da melhora do ato reflexo e da noção maior do espaço, tudo isso através de um macacão táctil, que a princípio teria uma função militar, mas poderia ser utilizado para outros fins, como a prevenção de acidentes. Logo, será que sabemos mesmo até onde vão os benefícios do bom uso do nosso tato?

Portanto os dois textos abordam questões muito importantes, que merecem destaque e é possível sim relacionar os dois assuntos, uma vez que o estímulo do tato e sua utilização para sentir coisas e perceber o que acontece no ambiente com certeza afastarão a monotonia e, consequentemente, o tédio.

Referência: Schrope, M. (2001). "Simply sensational", New Scientist, 2 de Junho, 30-33; A Patologia do Tédio. Psicobiologia: as bases biologicas do comportamentoRio De Janeiro: LTC.