A Patologia do Tédio e o Novo Sentido do Tato
Um assunto muito discutido atualmente é o tédio e como ele pode atrapalhar no cotidiano de várias pessoas, que muitas vezes não sabem como minimizá-lo ou como ajudar outros que sofrem com esse problema. O texto A patologia do tédio traz um experimento que teve como finalidade encontrar a origem do tédio e suas consequências.
O experimento consistiu
em colocar jovens em uma cama durante 24 horas, apenas parando para
alimentar e fazer as necessidades, sendo estimulados a fazerem
absolutamente nada, o que os levou a monotonia e pouca ativação do
cérebro, causando também algumas alucinações e sensações
diversas como a fácil dispersão e até mesmo o medo. Portanto se não estimulamos nosso cérebro através de percepções do ambiente, o tédio é eminente e com ele vêm outras consequências que irão atrapalhar nosso bem-estar. Quem sabe aquela falta de atenção no que está fazendo, como ler um livro ou resolver um exercício, não está sendo provocada justamente pela monotonia e falta de estímulos ao cérebro?
O outro texto, O Novo Sentido do Tato, traz uma nova visão sobre um sentido que não sabemos explicar muito como funciona, o tato. No texto é levantada uma questão muito importante sobre esse sentido: a sua importância em evitar acidentes aéreos e até de trânsito mesmo, além da sua relevante função para deficientes auditivos e visuais.
No texto é provado que caso houvesse uma otimização do uso do tato, através da melhora do ato reflexo e da noção maior do espaço, tudo isso através de um macacão táctil, que a princípio teria uma função militar, mas poderia ser utilizado para outros fins, como a prevenção de acidentes. Logo, será que sabemos mesmo até onde vão os benefícios do bom uso do nosso tato?
Portanto os dois textos abordam questões muito importantes, que merecem destaque e é possível sim relacionar os dois assuntos, uma vez que o estímulo do tato e sua utilização para sentir coisas e perceber o que acontece no ambiente com certeza afastarão a monotonia e, consequentemente, o tédio.
Referência: Schrope, M. (2001). "Simply sensational", New Scientist, 2 de Junho, 30-33; A Patologia do Tédio. Psicobiologia: as bases biologicas do comportamento. Rio De Janeiro: LTC.


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