sexta-feira, 3 de julho de 2015

Drogas - Parte 2

Na última postagem, falei um pouco sobre as drogas e como elas influenciam as pessoas ao fazerem as mesmas ficarem dependentes, além de falar um pouco sobre as teorias que visam acabar com a drogadicção. Nesse texto, foi realizada uma pesquisa com 15 homens adictos em cocaína, mas por que só homens? A autora explica o motivo e é porque não existem muitas clínicas que tratam de mulheres viciadas, logo ela só encontrou homens.

Os indivíduos não foram escolhidos aleatoriamente e foram utilizados critérios para escolhê-los, como o tempo mínimo de abstinência de 5 meses, não possuir problemas com a comunicação devido ao uso das drogas e ter sido declarado como adicto de cocaína. A entrevista feita foi semi-estruturada, ou seja, era bem aberta de maneira a deixar o entrevistado à vontade para responder as perguntas, sendo bem sincero.

Um fator que foi observado em comum a todos os entrevistados foi o fato de serem solteiros na maioria dos casos, antes de se tornarem dependentes, mostrando que eles buscavam nas drogas uma forma de apoio e segurança, já que não possuíam isso em casa, ou seja, o suporte da família também é muito importante, tanto no tratamento, quanto na prevenção do uso das drogas.

As pessoas iniciam o uso das drogas normalmente através da maconha, depois passam para a cocaína que acaba se tornando uma forma de refúgio e, ao mesmo tempo, de diversão. É interessante notar que, na maioria dos casos, o início do uso se dá por uma certa curiosidade por parte das pessoas em experimentar algo novo e, com o tempo, acabam se prendendo ao uso constante. Na pesquisa foi constatado que realmente acontece uma grande associação de alguns adictos a um certo ambiente com o uso das drogas, logo isso deve ser trabalhado para melhorar a situação dos pacientes.

Referência:  Almeida, A.M.C. (2008) Complexidade de associações desestímulos condicionais de occasion setting do contexto do uso de droga comabstinentes de cocaína: uma interface entre o laboratório e a clínica.Universidade de São Paulo: tese de doutorado.

O poder das drogas

O texto trata das drogas e da maneira como elas entram na vida das pessoas, sempre ressaltando a variação na forma como ela começa a tornar algo presente constantemente no cotidiano de  muitos e que, partindo desse raciocínio não é possível estabelecer uma forma de se tornar um dependente da droga.
As principais drogas apontadas são a cocaína e a maconha, sendo mostrada a época que a cocaína começou a ser utilizada consideravelmente (década de 1980) e as etapas no processo que leva a pessoa ao vício e dependência, chegando no estágio final à drogadicção, ou seja, quando a pessoa se torna tão dependente que não consegue mais largar, quando perde o auto-controle.

O indivíduo, ao chegar nesse último estágio, torna-se dependente devido a um certo contexto que varia de pessoa para pessoa, podendo estar relacionado às pessoas que estão relacionam com o indivíduo, ao ambiente que pode estar associado com a droga, à substância que traz o vício, dentre outros. Dessa maneira, foram criadas teorias com o intuito de por fim nessa dependência, são elas:
  • Psicodinâmica: busca reconstruir o ego do indivíduo, uma vez que o mesmo já pode estar corrompido;
  • Motivacional: essa traz um certo processo, baseado em 5 etapas: a pré-contemplação, contemplação, decisão, ação e manutenção
  • Religiosa: foca mais na prevenção, mas também está relacionada à readaptação do indivíduo na sociedade. 
  • Comportamental: essa última busca acabar com a concepção que o indivíduo possui sobre um ambiente ao relacioná-lo com a droga, fazendo com que o mesmo não pense mais nela.
Por enquanto é isso sobre as drogas, mas na próxima postagem falarei sobre uma pesquisa feita com alguns adictos, falando um pouco sobre suas experiências.

Referência:  Almeida, A.M.C. (2008) Complexidade de associações deestímulos condicionais de occasion setting do contexto do uso de droga comabstinentes de cocaína: uma interface entre o laboratório e a clínica.Universidade de São Paulo: tese de doutorado.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

As atribuições e os estereótipos

O texto aborda nossas concepções sobre os outros e como atribuímos características e acabamos estereotipando, sem conhecer de fato a pessoa. Esse é um assunto que muitas vezes esquecemos de discutir no dia-a-dia, mas que envolve todos nós, direta e indiretamente. A área que estuda essas relações é a psicologia social, ou seja, o estudo científico dos processos psicológicos que determinam o funcionamento da sociedade e como a mesma influencia na interação social,
Ao criar atribuições para uma pessoa, estamos trabalhando com a Teoria Implícita da Personalidade, ou seja, quando encontramos com alguém e, ao destacar alguma característica, já definimos a pessoa ali mesmo, seja pela vestimenta, pelo modo como fala, pelo jeito de andar. Isso se encaixa na descrição perfeita de julgar alguém usando estereótipos, basicamente uma generalização precoce. O vídeo abaixo mostra um pouco disso:

Fritz Heider traz uma outra observação importante, que é atribuir a causa de ações nossas ou de outras pessoas a fatores externos ou internos, respectivamente. Resumindo, quando fazemos algo errado, é costume atribuirmos a causa daquilo a outras pessoas ou objetos, já quando os outros fazem algo errado, a culpa é deles mesmos, ou seja, existe sempre uma busca pela defesa do nosso próprio ego.

Outro ponto interessante no texto é a apresentação das formas que temos de influenciar e exercer poder sobre os outros, são elas:
  • Coercitivo: da agressão, violência
  • Recompensa: querer algo por algo em troca
  • Referência: usar outros como base para convencer o influenciado
  • Conhecimento: convencer através da razão
  • Legítimo: destacar a legitimidade de quem busca influenciar
  • Informação: fazer com que o influenciado entenda a situação antes de convencê-lo de algo
Enfim, o texto mostra como possuímos poder na sociedade e a maneira que as pressões sociais estão presentes em nossas vidas, lembrando que não devemos valorizar os estereótipos e lembrar sempre que todos somos diferentes, cada um com sua história de vida e sua formação psicológica e social.

Referência:  Rodrigues, A. (1992) Psicologia social paraprincipiantes: estudo da interação humana. Rio de Janeiro: Vozes.

A (des)Obediência

O texto mostra um experimento de Stanley Milgram, no qual ele busca compreender a capacidade das pessoas de desobedecer uma ordem e a autora do texto, através desse experimento, tenta relacionar essa capacidade das pessoas em obedecer ou desobedecer com acontecimentos da vida delas. Mas como assim, medir o quanto uma pessoa pode obedecer uma ordem?

Milgram era um professor de Yale em 1961 e, nessa época (pouco após o fim da II Guerra Mundial, quando muitos pesquisadores estudavam a mesma e suas causas e consequências) realizou um experimento, que contava com "professores" e "alunos", sendo que os voluntários (professores) faziam perguntas e, conforme os alunos iam errando, levavam choques que aumentavam de intensidade. O teste tinha como objetivo mostrar que as pessoas desobedeceriam facilmente a ordem de aumentar o nível do choque, que poderia chegar a ser letal, porém muitos chegaram a esse nível, cerca de 65% deles.
Stanley Milgram sempre buscou estudar os comportamentos das pessoas através dos mais diversificados experimentos, como entrar no meio de uma fila, ou parar no meio de muitos e observar um ponto fixo no alto, sempre para observar como os outros reagem diante dessas situações. Entretanto, não ficou satisfeito com os resultados do experimento da obediência, ou desobediência.

A autora do texto tampouco ficou satisfeita e foi atrás das pessoas que participaram do experimento, conversando com elas, chegou a conclusão que muitos que agiram de uma forma no teste, agiam de maneira diferente na vida real, tendo um caso até de que foi desobediente na pesquisa (não chegou a torturar o "aluno") mas é obediente na vida real, uma vez que participou da guerra e não lembrava de quantos já havia matado, ou até mesmo torturado.

A questão é, mesmo que muitos saíram traumatizados do teste de Milgram, cada um possui suas individualidades e nunca devemos obedecer algo ou alguém, sem antes analisar qual o propósito daquilo e se possui fundamento, baseando em nossos princípios morais.

Referência:Stanley Milgram e a Obediencia à Autoridade;



Os polêmicos métodos de avaliação

Dois textos trataram da forma como somos avaliados nas escolas e dando ênfase ao método que utiliza a curva de Gauss. Esse método coloca as notas dos alunos em um gráfico e, dessa maneira, cria uma média e quem estiver acima acima da mesma aprendeu o conteúdo que foi passado e quem está abaixo, não. A curva é mais ou menos assim:
O grande problema é que esse método não considera os fatores individuais e subjetivos de cada pessoa avaliada, ou seja, não é possível determinar se o aluno realmente aprendeu algo analisando apenas sua nota em relação à média de um grupo. Essa curva e a maneira que ela rotula as pessoas está muito ultrapassada, mas será que existe um outro método? Sim, existe e o método de critérios.

Esse método não compra um aluno com os outros, mas sim seu rendimento final com os objetivos previamente estabelecidos, além de não impor um tempo específico para todos, deixando cada um fazer no seu tempo a atividade a ser estudada. Esse método foi utilizado em uma escola, pelo Departamento de Ensino e Ciência da UNESCO, com os estudantes somente em física e o resultado foi excelente: notas concentradas ente 9 e 10, provando que o método de critérios merece uma importância maior que o outro.

No segundo texto, o método de critérios foi utilizado com estudantes do curso de Odontologia, que estavam sendo testados quanto a sua capacidade de passar aos seus pacientes cuidados sobre a higiene bucal e alguns outros procedimentos. O teste foi feito, deixando cada um fazer no seu tempo, com seu próprio ritmo de trabalho e o resultado foi ótimo, as notas foram muito boas e muitos foram aprovados. Além de tudo, a maioria dos pacientes teve uma melhora considerável na saúde bucal.
Não há dúvidas que o método de critérios é o melhor, não devemos insistir na curva de Gauss para avaliar a aprendizagem individual, contudo, como iremos aplicar esse novo método em todas as matérias e em todas as escolas? Essa é uma questão que nos leva a considerar o trabalho que isso daria, porém, quando o assunto é a educação e aprendizagem, não devemos medir esforços para buscar o melhor, não é certo?

Referência: Dib, C.Z. (2002) Afinal, o que você efetivamente mede quandosua avaliação é referenciada pela distribuição normal? Boletim informativo do instituto de Física da USP. http://www.if.usp.br/bifusp/bifold/bif0218.html

Moraes, A. B. A. ; Vieira, R. C. ; Valvano, M. . (1981)Aplicação de um curso programado e individualizado na Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, 35,498-508.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O Determinismo genético

O texto “A perturbadora ascensão do determinismo neurogenético” escrito pelo neurocientista Steven Rose apresenta a ideia do determinismo neurogenético, o qual, “proclama ser capaz de explicar tudo pelas propriedades do cérebro, ou pelos genes”. Logo ele apresenta os acontecimentos do dia-a-dia como sendo frutos de algo já pré-estabelecido, algo já inerente no nosso cérebro.
O grande problema nessa teoria, ao meu ver, é que caso tudo seja explicado através do determinismo, haveria, assim, uma limitação de possibilidades e de maneiras de encarar certos problemas da sociedade. Um exemplo seria um criminoso que assalta um banco, que está fazendo isso porque sua condição social e econômica o levaram a isso ou por apenas possuir genes que o levam a isso?
O próprio autor do texto estuda o cérebro e suas funções, buscando determinar até onde ele é responsável por nossas ações e como ele desenvolve certas características, porém o meu grande questionamento e acredito que o do autor também é até onde nosso cérebro vai e como as ações externas, ou o que passam pra gente, interfere na nossa personalidade. Portanto, não adianta analisar apenas os estudos dos "cientistas do cérebro", mas sim o que pode estar além disso tudo.

Referência:Rose S. A. (1997) perturbadora ascensão do determinismo neurogenético. Ciência Hoje, 21, 18-27.