Os polêmicos métodos de avaliação
Dois textos trataram da forma como somos avaliados nas escolas e dando ênfase ao método que utiliza a curva de Gauss. Esse método coloca as notas dos alunos em um gráfico e, dessa maneira, cria uma média e quem estiver acima acima da mesma aprendeu o conteúdo que foi passado e quem está abaixo, não. A curva é mais ou menos assim:
O grande problema é que esse método não considera os fatores individuais e subjetivos de cada pessoa avaliada, ou seja, não é possível determinar se o aluno realmente aprendeu algo analisando apenas sua nota em relação à média de um grupo. Essa curva e a maneira que ela rotula as pessoas está muito ultrapassada, mas será que existe um outro método? Sim, existe e o método de critérios.
Esse método não compra um aluno com os outros, mas sim seu rendimento final com os objetivos previamente estabelecidos, além de não impor um tempo específico para todos, deixando cada um fazer no seu tempo a atividade a ser estudada. Esse método foi utilizado em uma escola, pelo Departamento de Ensino e Ciência da UNESCO, com os estudantes somente em física e o resultado foi excelente: notas concentradas ente 9 e 10, provando que o método de critérios merece uma importância maior que o outro.
No segundo texto, o método de critérios foi utilizado com estudantes do curso de Odontologia, que estavam sendo testados quanto a sua capacidade de passar aos seus pacientes cuidados sobre a higiene bucal e alguns outros procedimentos. O teste foi feito, deixando cada um fazer no seu tempo, com seu próprio ritmo de trabalho e o resultado foi ótimo, as notas foram muito boas e muitos foram aprovados. Além de tudo, a maioria dos pacientes teve uma melhora considerável na saúde bucal.
Não há dúvidas que o método de critérios é o melhor, não devemos insistir na curva de Gauss para avaliar a aprendizagem individual, contudo, como iremos aplicar esse novo método em todas as matérias e em todas as escolas? Essa é uma questão que nos leva a considerar o trabalho que isso daria, porém, quando o assunto é a educação e aprendizagem, não devemos medir esforços para buscar o melhor, não é certo?
Referência: Dib, C.Z. (2002) Afinal, o que você efetivamente mede quandosua avaliação é referenciada pela distribuição normal? Boletim informativo do instituto de Física da USP. http://www.if.usp.br/bifusp/bifold/bif0218.html
Moraes, A. B. A. ; Vieira, R. C. ; Valvano, M. . (1981)Aplicação de um curso programado e individualizado na Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, 35,498-508.


Nenhum comentário:
Postar um comentário