As atribuições e os estereótipos
O texto aborda nossas concepções sobre os outros e como atribuímos características e acabamos estereotipando, sem conhecer de fato a pessoa. Esse é um assunto que muitas vezes esquecemos de discutir no dia-a-dia, mas que envolve todos nós, direta e indiretamente. A área que estuda essas relações é a psicologia social, ou seja, o estudo científico dos processos psicológicos que determinam o funcionamento da sociedade e como a mesma influencia na interação social,
Ao criar atribuições para uma pessoa, estamos trabalhando com a Teoria Implícita da Personalidade, ou seja, quando encontramos com alguém e, ao destacar alguma característica, já definimos a pessoa ali mesmo, seja pela vestimenta, pelo modo como fala, pelo jeito de andar. Isso se encaixa na descrição perfeita de julgar alguém usando estereótipos, basicamente uma generalização precoce. O vídeo abaixo mostra um pouco disso:
Fritz Heider traz uma outra observação importante, que é atribuir a causa de ações nossas ou de outras pessoas a fatores externos ou internos, respectivamente. Resumindo, quando fazemos algo errado, é costume atribuirmos a causa daquilo a outras pessoas ou objetos, já quando os outros fazem algo errado, a culpa é deles mesmos, ou seja, existe sempre uma busca pela defesa do nosso próprio ego.
Outro ponto interessante no texto é a apresentação das formas que temos de influenciar e exercer poder sobre os outros, são elas:
- Coercitivo: da agressão, violência
- Recompensa: querer algo por algo em troca
- Referência: usar outros como base para convencer o influenciado
- Conhecimento: convencer através da razão
- Legítimo: destacar a legitimidade de quem busca influenciar
- Informação: fazer com que o influenciado entenda a situação antes de convencê-lo de algo
Referência: Rodrigues, A. (1992) Psicologia social paraprincipiantes: estudo da interação humana. Rio de Janeiro: Vozes.

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